Cenas, Contos e Coisas

Cenas, contos e coisas é uma chancela de Ana Verónica, onde cabem todas as loucuras, todas as experiências, todos os momentos onde procuramos estar fora de pé.
Estreou-se em 2020 com uma coleção de contos infantis em edição de autor, com um denominador comum: as emoções.

Nós, os esquisitos

A coleção de livros infantis, “Nós, os Esquisitos”, reúne histórias que falam daqueles momentos em que todos, míudos e graúdos, nos sentimos esquisitos. Estranhos em nós mesmos, quando o corpo muda sem aviso, quando sentimos algo que não conseguimos definir, ou diferentes perante o outro, sós, sem saber como estar ou como pedir ajuda. Um rapaz que se veste de cacto, uma menina incapaz de dizer o que sente, ou um cachorro que pensa dar corda ao mundo.

Uma coleção de contos infantis para o esquisito que há em todos nós.

O Rapaz vestido de Cacto

Não era um cacto! Era um rapaz vestido de cacto!
O rapaz sabia bem como interpretar o seu papel de cacto: sério, imóvel, intocável.

Por vezes até sentia a vontade de chamar alguém… normalmente para que lhe coçassem o nariz… não é que lá não chegasse com a mão, mas o fato era coberto de espinhos e já tinha o nariz todo arranhado.

A vida de cacto não era fácil e até ele que gostava de agir como um cacto bem comportado, tinha por vezes a necessidade de mudar de ares.

Lentamente, como se nem a sombra desse conta, rodava sobre si mesmo para ter todo um novo horizonte para observar. E ouvia…

Nascido na Alemanha em 1976, criado no Porto, Alexandre Aibéo é astrofísico de formação, professor do Politécnico de Viseu por profissão e criativo por vocação. Com vinte e cinco anos de divulgação científica é autor de Isto não é só matemática (Quid Novi) e 90% do caro leitor foi feito nas estrelas (Gradiva).

Nascida em 1996 em Torredeita, Ana Verónica é designer, ilustradora e poeta e diz que assim será enquanto a criatividade permanecer e o pulso deixar. É autora do projeto TRAMA que liga o artesanato ao design, trabalha na criação de livros, têxteis, cartazes e dinamiza oficinas com os mais novos.

“Um mundo infindável de metáforas escondidos no cacto. Ou será no bolso do fato do cacto? De facto, o fato do cacto permite nos viajar pelos sonhos ou medos do dito rapaz, que, ao que parece tem caco! Gostei muito do grafismo, do desenrolar da estória, que leva o leitor (ou será o rapaz que se disfarçou de um fato de cacto que, na realidade e é um facto, o fato metafórico que o caco de um rapaz criou para se manter escondido atrás …do cacto?) a viajar sem receio, pois tem a certeza que ninguém se aproximará…de um cacto? Resta me dar os parabéns aos 4: ao Alexandre, à Veronica, ao rapaz e ao cacto.”

Sérgio Machado
Professor Escola Secundária Emídio Navarro, Viseu

Envie os seus comentários para cenascontosecoisas@gmail.com

A Menina que sentia bolhas de sabão

Esta é a história de um problema… não exatamente de um problema, talvez uma condição, que aflige muitas pessoas e em particular uma menina de totós: não conseguir dizer aquilo que sente.

Tudo por causa de um maldito pedaço de sabão macaco que tinha comido quando era pequenita. Sempre que o sabão se mistura com a água no seu estômago, e ela sabe perfeitamente onde fica o estômago, faz bolhas de sabão que saem pela boca quando tenta dizer aquilo que sente. Estranho e triste, muito triste… 

Mas será que não tem solução?

Nascido na Alemanha em 1976, criado no Porto, Alexandre Aibéo é astrofísico de formação, professor do Politécnico de Viseu por profissão e criativo por vocação. Com vinte e cinco anos de divulgação científica é autor de Isto não é só matemática (Quid Novi) e 90% do caro leitor foi feito nas estrelas (Gradiva).

Nascida em 1996 em Torredeita, Ana Verónica é designer, ilustradora e poeta e diz que assim será enquanto a criatividade permanecer e o pulso deixar. É autora do projeto TRAMA que liga o artesanato ao design, trabalha na criação de livros, têxteis, cartazes e dinamiza oficinas com os mais novos.